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quarta-feira, 27 de junho de 2012

3. Minha Primeira Vez... Com Jesus


“Antes mesmo de te formar no ventre materno eu te conheci, antes que nascesses eu te consagrei, e te constitui profeta para as nações.” (Jeremias – 1: 4,6)

                Fui criado em um âmbito familiar onda a oração e a fé em Deus nunca esteve em primeiro lugar, embora minha avó ― por quem fui instruído e convivo até os dias de hoje ― sempre me levasse às missas de domingo e as aulinhas de catequese... 
Nas manhãs de domingo quando eu ia à igreja, sempre achava tudo muito fascinante e diferente por lá, pois escutava os catequistas falarem de um Deus que morava no céu e que cuidava de nós aqui na terra. 
Apesar de tornar-me fascinado com aquela história, confesso também, ter me confundido “pra caramba”: para uma criança, quem poderia morar lá no céu? Era difícil para minha mentalidade compreender.

                Por mais que eu não entendesse nada do que os catequistas e os padres diziam, sabia que algo poderoso e maior do que pudesse entender, estava acontecendo. 
Por diversas vezes aplaudia ou gesticulava algo, só porque era o que todos estavam fazendo ― batia palmas por medo; medo de que se não aplaudisse e ficasse apenas olhando os demais, Deus fosse pensar que eu não soubesse como rezar para Ele.
Eu era travado em meu mundo infantil de traumas, medo e questionamentos sobre a vida suprema de um Deus todo poderoso...
Acabei chegando à conclusão de que não sabia como rezar, mesmo. 
E de que talvez não necessitasse tanto de ir à igreja; fui deixando de lado as orações infantis que havia aprendido no período de catequese, e, que sempre me cobrava repetir antes de dormir para agradar ao Pai lá de cima.
Afastei-me de Deus e de tudo que, conjuntamente me fascinava e me confundia dentro do templo.
                Há pelo menos sete anos, eu ainda estava fora da igreja e de tudo relacionado a ela. Estudava durante toda a semana e aos domingos só queria saber de dormir, não existiam motivações em mim que me levassem até a igreja para servir, ou, algo do tipo.
Embora, em meu coração existisse o profundo poço vazio da solidão e saudades de um Deus que me fascinava e que queria ter-me, mas, que precisava que primeiramente “EU” me dobrasse em oração para buscá-lo.


“Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós, diz o Senhor…” (Jeremias 29.13-14).
           
           
Em janeiro de 2006 ― eu já estava com quatorze anos ―, em um dia qualquer retornando da escola, um cartaz me prendeu a atenção.
Nele havia versículos bíblicos escritos em um formato de fonte criativa e que em destaque trazia o enfoque “Vinde e Alegrai-vos”, anunciando um evento (homônimo) que a igreja promoveria por aqueles dias, para atrair os jovens a um encontro pessoal com Jesus e afastá-los das festas de carnavais que coincidiriam com a mesma data.
Fiquei refletindo um pouco sobre como se encontrava a minha vida, pois não tinha amigos, não me relacionava com outros adolescentes, não gostava muito das pessoas, vivia sempre isolado, sozinho e carente. 
Já nem queria mais ir à escola, 
pensava que se fosse pra viver tão sozinho, a solitude do meu quarto já bastava.















                Fui embora naquele dia com o coração inquieto. E quando chegou o dia do evento eu ainda não tinha me decidido se iria ou não.
O que não espera é que minha avó fosse no tal retiro e já contava com minha presença. Quando ela me notificou que “nós íamos”, tentei relutar e colocar desculpas para convencê-la de que não ia, porém, não deu certo. Acabei me rendendo e cedendo a insistência dela, embora não tivesse criado qualquer expectativa acerca de mudança ou de ser impactado durante o encontro.
                Pra o meu espanto, fui surpreendido logo na entrada: uma pessoa que não me conhecia veio até mim, cumprimentou-me com abraços e apertos e disse; “Jesus se alegra com a sua presença neste local, jovem... E te espera para um encontro mais profundo com ele durante estes dias”. Fiquei assustado com tudo aquilo. Que afeto era aquele por mim? Abraçando de uma forma despudorada e sem saber se eu queria ser abraçado. Eu não estava habituado aquele tipo de receptividade.
Havia muito barulho, muita gente, luz, e pessoas felizes dançando ao som de um louvor tocado por uma banda que eu não conhecia, mas que me cativaram desde o começo. Com guitarra, baixo e bateria eu me deixei envolver pelo clima festivo, apesar de que acompanhei tudo de longe em uma área arquibancada menos ocupada e afastada.
                Um homem de mais ou menos 26 anos subiu ao palco, e começou a ler a bíblia e orar a Deus. Senti uma vontade imensa de falar com Deus e orar também durante o apelo de oração, pois todas as pessoas oravam e louvavam juntos com os braços erguidos ao céu em uma grande adoração.
 As palavras ministradas pelo jovem vinham direto ao meu coração e dizia que eu era escolhido desde o ventre materno para ser luz para as nações
e que Deus estava junto de mim para me fortalecer e me fazer vencer mesmo nas dores e necessidades (Jeremias – 1: 4,6).  Chorei muito e comecei a orar a Deus ― mesmo não sabendo o que dizer ―, ajoelhado, me lavei em lágrimas com um coração moído e quebrantado pelo Senhor Jesus.
Me senti tocado em vários momentos, não apenas neste, só não compreendia o porque aquilo acontecia, se eu não orava mais e nem conversava com Deus antes de dormir.
                No segundo dia, fiz questão de chegar mais cedo, antes mesmo de começar os louvores, pois queria sentir novamente o calor do Espírito me envolvendo, me tocando, falando e cantando ao meu ouvido e foi exatamente o que aconteceu. O Espírito de Deus se fez presente novamente entre nós e tornou a usar as palavras proferidas para virem de encontro a mim. Reconciliando-se comigo e me dando regozijo e paz interior.
                Depois disso, comecei a querer mais e mais do amor de Deus. Voltei a ir à missa, passei a ir em grupos de oração (Renovação Carismática Católica), aprendi que Deus ouvia minhas orações mesmo que fossem feitas através do pensamento, que eu não precisava de um bando de gente ao meu lado para aumentar o volume da minha voz para que Deus me escutasse,pois até mesmo em meu silêncio Ele me ouvia.
Desde então, percebi que a essência do Espírito Santo, sua energia, poder e presença encontravam-se guardadas dentro de mim em um grande rio manifestado em minha vida.
                A oração constitui uma comunhão interior com Deus, isso significa que quando tomo parte nessa comunhã de maneira ativa, coisas extraordinárias podem acontecer, entretanto, meu primeiro desafio foi justamente aprender como me entregar e permanecer entregue em oração. As escrituras nos dizem; “Orar sem cessar” a fim de que, honrando Deus com todo o nosso ser, Ele ilumine o nosso caminho. Devemos conversar com Deus, estar em comunhão com Ele, ter consciência de sua presença junto a nós.
                Às vezes eu rezo a respeito de tudo, inclusive, do que vestir e do que comer, mantendo meus pensamentos voltados para aquilo que acredito que vá honrar a presença de Deus dentro de mim... Tenho longas conversas com Deus; faço perguntas, confesso que vez ou outra falo pra Deus minhas frustrações, temores e ansiedades de formas nada honrosas, no entanto o resultado é sempre consolador, porque Deus me amou, me ama e sempre me amará, mesmo que chegue a tempestade, o deserto espiritual ou a vontade de desistir.

Esta foi a minha primeira vez... com Jesus

Oro pra que o Senhor abençoe a todos que leram este meu grande testemunho (em linhas/extenso) e que de certo modo sejam tocados por Ele. Glória e Honra a Ele se de fato sentiu-se tocado. Forte abraço. Paz!      

Testemunho enviado por: Bruno Raphael



sábado, 10 de março de 2012

2. Minha Primeira Vez... com JESUS!

No longínquo 3 de março de 1992,Deus soprou mais uma vez seu Ruah — sopro de vida, sopro do espírito — sobre uma criança predestinada a ser luz para as nações.
                A criança (um menino) trazia consigo a marca de profeta, revelada desde o ventre materno aos seus progenitores por meio de orações, com predestinação a seguir os caminhos de luz e fraternidade.
Em seus primeiros anos, o menino fez de sua história uma terna relação de felicidade, amor e paz ao lado daquele que o havia enviado com a grande missão de profetizador da luz.
Entrementes, como quase de praxe, a relação entre pai e filho se dilatou ao fluir da independência dos primeiros anos de pré-adolescente na vida do garoto; pois influenciado pelo príncipe das trevas, teve seu caminho de luz tomado pela escuridão de mentiras e sujeiras provenientes de um inescrupuloso espírito mau — e sem criatividade, pois o inimigo não é inovador; muda apenas as personagens, os pecados são os mesmos —.
                As paixões carnais, os desejos, as cobiças as mentiras, a ira, a inveja, a idolatria, a teimosia a rebeldia e muitas coisas que proliferam-se das trevas tomaram parte de sua vida. Ganhando grandioso espaço no coração daquele jovem e impedindo que a luz continuasse a ser refletida de sua alma.
                Longe do amor que se encontrava junto ao príncipe da paz, o adolescente foi crescendo e amadurecendo entre prazeres momentâneos, que lhe proporcionavam grandes vazios com profundas angustias e solidão após desfrutá-los.


"Vigiai e orai, para que não entreis em tentação" (Mateus 26.41)

                Mas, como Deus tem seu olhar misericordioso voltado para todo aquele aquém  Ele confia uma missão. Cremos que foi deste quebrantado olhar que derramou sua infinita misericórdia ao jovem que já se via perdido em um mundo de plena inquietude e sem luz.
                Enviou, portanto, mensageiros de paz (filhos de carne e osso que habitam sobre a terra), ungidos, para tocar o jovem e fazê-lo sentir novamente o ardor e despertar do espírito: o Ruah soprado sobre ele um dia.
                A partir daquele momento com os enviados do pai, o jovem teve sua visão restaurada, encontrou-se de novo com o Senhor da luz. E, era como se recebesse  um colírio derramado dos céus, que restauravam sua visão, dando-lhe limpidez pacificadora; pois desde então a docilidade do Espírito Santo não o abandonou mais...
                Inevitavelmente o não criativo, príncipe das trevas, não desistiu. Trabalhou paulatinamente para destruir o brilho da luz que refletia através do jovem missionário do Senhor, tentando ofuscar a grandiosa obra de transformação e renovação que o Senhor vinha fazendo através do seu filho escolhido.  Porém, o Senhor da Luz, que é o Alfa, Ômega, Princípio e fim,com o seu amor inenarrável... Amor que rompe barreiras vence limites e supera qualquer dor, proporcionou ao seu filho amado e ungido, a graça de receber um coração novo, quebrantado e contrito para lutar e tornar-se vencedor sobre as trevas lançadas pelo inimigo.


"Me chamo Renato Augusto, e esse Senhor da Luz que tanto falo é o meu amado Deus; Jesus; o Príncipe da Paz, o Rei Soberano que me faz anunciar a boa nova a cada dia. E fico lisonjeado de aqui estar, para mais uma vez falar, e declarar que sou luz para as nações. Um jovem sentinela, anunciador da palavra e fugitivo da serpente... Essa foi a minha primeira vez... com Jesus!
Creia, busque, e viva, o que Deus tem para Ti.
"
                                                                                                                  
                                                                                                                                                         Renato A.
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Testemunho enviado por Renato Augusto: 
Ji-Paraná - RO, 10 de março de 2012
e-mail: 
Renato_als_jesus@hotmail.com


Editado e postado por:
/fledsonsoares
e-mail: msndofledson@hotmail.com

quarta-feira, 7 de março de 2012

1. Minha Primeira Vez... com JESUS!


Nasci em Cristo. Fui constituído nele...
Cresci em uma família católica que se prostra todas as noites, em uma cidadezinha interiorana do estado, com o terço em punho para agradecer e oferecer intenções ao Pai Celestial. Estudei o catecismo, muito aprendi; deliciei-me nas aulinhas de domingo e assim fui sendo forjado nos caminhos do Criador. Conheci as histórias e nomes bíblicos, em decorrência das leituras que fazia em minha volumosa e "maneira" bíblia ilustrada, feita propriamente para crianças.
                                                                                              •
            O garotinho foi crescendo, crescendo, e, com o passar do tempo às ilustrações e histórias bíblicas já não faziam mais parte do seu cotidiano. A catequese e os amigos da igreja já não eram o centro das atenções nos domingos, e as canções como a que falava de certo homenzinho torto e que mexia com seu imaginário foi trocada pelas músicas ‘hits’ do momento e que não soavam nada cristãs ao ouvido dos que ouviam-no cantar.
A fase da puberdade chegou. Os cravos e espinhas borbulharam por todo o rosto. A voz mudara o, estilo de se vestir, as vontades e anseios e, até mesmo o turno de suas aulas; pois ele exigiu que só continuaria a estudar se fosse mudado para o período noturno...
Tanto fez que conseguiu, depois de alguns dias de birra, foi matriculado pelos pais em uma escola longe de casa. Sua voz parecia ser a autoridade máxima em casa. A rebeldia estava em alta. Os pais faziam todo o querer do filho caçula e nada parecia estar legal para aquele aborrecente adolescente.
            Egoísmo, rancor, traumas e amarguras, eram os grilhões que o garotinho trazia no seu relicário de memórias embolorado. O coração era hermeticamente sufocado pela saudade e ausência do pai celestial. Entretanto, ele não sabia que esse sufocado coração queria rever o pai à quem ele abandonara há alguns anos. Pensava estar passando pela crise da aborrecência — fase pela qual todo adolescente em puberdade há de entrar —, repleta de brigas, xingamentos e coisas afins. 
Era um momento de distração e inquietude, onde o que o coração do mesmo só buscava ser encontrado por algo que lhe motivasse a viver.
            O garoto cativou amigos. Amigos que, também sentiam saudades de casa e, do aconchego do Pai Celestial — que viviam como vasos rachados, vazios, sedentos por um pouco d'água. — Um destes tantos amigos, era batera, e se chamava Flávio, tocava relativamente sem grande compromisso em uma igreja católica — um grupo de oração renovado com os carismas do Espírito Santo — no centro da cidade. Um dia, convidado por ele a ir à igreja, o rebelde sem causa resolveu aceitar o convite e adentrou uma daquelas que seria sua segunda casa por longos anos. 
Era um domingo de veraneio, com sol forte de fim de tarde em meados de maio. Dia propício para que o jovem estive em qualquer outro lugar que não fosse o âmbito religioso, porém, foi naquele lugar que o Pai Celestial resolveu levá-lo para um o reencontro de corações.  Embora não tenha se entregado completamente ao clima de oração na primeira vez que adentrou aquela grande igreja, os louvores ministrados pelos músicos, plantaram algo diferente em seu coração que o fez voltar para casa com espírito revigorado. E, alguma coisa lhe dizia mentalmente que, era chegada a hora de voltar às origens e que Deus o queria por perto, por muito perto.
 “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”
 João 8:32
            Os meses foram passando e o jovem continuou a frequentar a igreja; gostou daquele lugar, pois encontrou aconchego e refúgio em uma força suprema, que lhe impulsionava a falar e buscar mais sobre uma palavra de esperança, amor, paz...
Ele se empenhava em  fazer a leitura de sua bíblia novamente (agora, sem ilustrações), comendo de uma palavra mais sólida e madura. E, o mundo parecia parar diante de  todas as tribulações e ondas altas que perseguiam sua mente e coração aborrecente quando ele parava para fazê-la.
             Em sua busca incessante, encontrou-se com o Espírito Santo através de orações intercessórias feita por irmãos, durante uma vigília  (em prol de um evento para jovens). A noite estava quente e o espírito que nele voltou a habitar, fez com que o fogo e calor ardessem com maior intensidade em seu peito. Transformando o calor da noite em uma junção perfeita com graça e paz interior, levando-o a um êxtase e repouso espiritual. Aquela, foi a primeira vez que o garoto sentiu algo loucamente metanoico, vindo de Deus.
O agir do espírito foi tremendo. 
                                                        •
Desde então, a busca por mais do amor de Deus não parou. O jovem fez amigos  de fé, levantou-se como um ministro de louvor, passou por momentos de alegria, felicidade e, muitos outros momentos de entrega e amor com o Pai Celestial, entretanto, sem abster-se de tristezas e dores que inevitavelmente devem compor a história de um bom cristão que luta pela coroa da sua salvação.




Essa foi minha primeira vez com Jesus
Ps
: conte-nos como foi sua primeira experiência com Jesus também.
                                                   
                                                                                       
                                                                                               /fledsonsoares