segunda-feira, 18 de agosto de 2014

4. #Fugitivo Entrevista - Anderson Reis



Como a voz que clama no deserto, Anderson Luis dos Reis (32), foi levantado para propagar a Palavra salvífica do Reino, atrair vidas a Jesus, 
e preparar o caminho do Senhor antes de sua segunda vinda gloriosa.

Devoto da Virgem Santíssima, o intrépido pregador tem espalhado também, a consagração e devoção ao Imaculado coração de Maria por meio de suas pregações. Já viajou por diversos estados brasileiros como missionário e esteve em alguns outros países ministrando a Palavra.

Hoje ele comemora o seu aniversário e preparou uma surpresa para os admiradores do seu trabalho como evangelizador: lançando um aplicativo que leva o seu nome.
O aplicativo "Anderson Reis" traz pregações e interações com os perfis pessoais do missionário aos que o baixarem (grátis); e ainda disponibilizará estudos, orações e bons conteúdos sobre a doutrina da Igreja.

Com exclusividade, Anderson nos concedeu uma entrevista:

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1. 
Anderson, você é o primeiro missionário católico que lança um aplicativo móvel, disponível gratuitamente para aparelhos celulares. O aplicativo facilitará a vida de oração dos usuários que o obtiverem/baixarem e disponibilizará também o conteúdo de suas pregações para downloads grátis.

Como surgiu a ideia do aplicativo? E quais são as suas expectativas a partir desse lançamento: acredita que outros irmãos católicos também irão aderir essa nova forma de evangelização?



A ideia desse aplicativo não foi minha. Eu estava na casa de um amigo, Rafael de Paula Lura, e ele me deu o aplicativo de presente de aniversário (é um rapaz que possui manejos com comunicação, é o criador do site “Rainha dos Apóstolos”, e já me ajudou muito com divulgações de pregações pela internet); portanto a ideia partiu dele.
Eu aderi, porque percebo que a juventude (que é o nosso foco de evangelização) está totalmente conectada, então, o aplicativo facilitaria a forma de evangelizar: porque o Apóstolo Paulo vai dizer “Ai de mim se eu não evangelizar!”, e, se esse é um meio que eu posso conseguir chegar com a voz da Igreja ao coração de muitos, eu o farei.

Também tenho um grande desejo que as pessoas possam ter uma vida mais devocional, porque o sentido da nossa vida é amar a Deus para conseguir a salvação eterna. 
Santo Afonso vai dizer que: “Quem reza se salva, quem não reza, se condena”.
Portanto, nós vamos postar (no aplicativo) muitas coisas sobre orações, ensinos, livros, pregações para baixar em downloads, agenda de eventos... Para que possamos estar unidos na fé e evangelizar.             

Eu creio que depois do lançamento deste aplicativo, algumas outras pessoas vão se interessar, porque é um meio de divulgar a Palavra de Deus; divulgar as suas comunidades; o seu grupo de oração. Acredito que será uma tendência outras pessoas lançarem, sim, o aplicativo (...) e que todo esse nosso trabalho evangelizador por meio da internet, como diz Santo Inácio de Loyola, “Seja para a maior glória de Deus”.   


2. Você é um pregador profético, ousado, polêmico, já foi fundador de uma Comunidade de Vida, tem um testemunho de conversão que é de forte impacto a quem ouve, e, no fim do ano passado você comprou uma briga em defesa da fé, batendo de frente com o Porta dos Fundos (o canal de vídeos de humor do youtube) que gravou e disponibilizou um vídeo zombando de Maria e do sacrifício de Jesus na cruz.             
Na ocasião você também fez um vídeo, entretanto, denunciando e pedindo a ajuda dos irmãos cristãos à solicitar o fim dos patrocínios ao canal.                

E a pergunta é a seguinte: houve algum pedido de desculpas, ou, manifestação por parte de integrantes do Porta dos Fundos demonstrando arrependimento pela afronta feita à fé no Cristianismo?  

De fato, Deus me chamou a exercer esse ministério profético, que deveria ser o de todos os pregadores, embora, alguns não façam por falta de coragem; são medrosos! 
Eu creio que toda essa omissão vai ter que ser paga no tribunal de Cristo, pois o Papa Félix III vai dizer que: “Aquele que não condena ao erro, é a mesma coisa que aprová-lo”.      

Eu não sei como um cristão consegue ver tanta zombaria contra o nosso Senhor Jesus Cristo e ficar em silêncio, então, seria bom que eles lessem a palavra de Isaías 58:1 “Clama em alta voz, sem constrangimento; faze soar a tua voz como a corneta. Denuncia a meu povo suas faltas, e à casa de Jacó seus pecados.”              
Quando eu vi o vídeo do Porta dos Fundos, aquilo arrancou-me lágrimas dos olhos, porque foi uma ofensa gravíssima ao nosso Senhor Jesus Cristo. Eu fiz um vídeo, portanto, e pedi a cooperação dos cristãos para tomarmos a defesa da fé. Principalmente porque, um ateísmo militante vem crescendo muito, e, esse povo quer a cabeça dos cristãos, da mesma maneira que está acontecendo em países como a Nigéria, onde se morre muitos cristãos em defesa da fé. Nós devemos ser voz: voz profética, para denunciar toda essa iniqüidade.   

Porém, não houve arrependimento de nenhum deles (integrantes do Porta dos Fundos). Eles gostaram, pois fez com que désse bafafá na mídia, e é isso que estão procurando; crescimento: porque só se importam com o dinheiro! Só se importam com a fama! 
E Jesus vai dizer em Mateus, cap. 19, 24 que “é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino dos Céus”, então, vão seguir o Deus deles que é o dinheiro, e vão ter a recompensa deles, que é fora da vida eterna (...) eles não se retrataram. Mas graças a Deus foi um ato de coragem, foi uma mobilização muito forte, eu não me arrependo em nada, e, nós ainda nesta terra iremos caçar muita encrenca com o inferno. Esperem, que mais vídeos estão vindo por aí!  


3. Após a denúncia, como foi receber as críticas direcionadas a você (através de vídeos, e comentários nas redes sociais)? Já esperava o contra-ataque dos grupos ateístas?      
Como foi lidar com tudo isso?  

Para ser bem sincero, eu não tinha noção das afrontas e da maneira como eles iriam fazer (exemplo): xingando Jesus; botando foto no meu facebook (fanpage) de Jesus sendo violentado sexualmente pelos judeus; colocando um turbante na minha cabeça e me comparando com o Bin Laden; falando palavras de pornografia ofensivamente contra mim.
Porém, esse é o preço de seguir a Cristo: porque ele vai dizer lá em Mateus 5:11 “Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim”.    

A perseguição foi por causa de Jesus, estou pagando o preço de seguir o meu Mestre e defender a sua causa. Porém, a perseguição não pode nos fazer abandonar o barco.
Interessante é que quando os discípulos do Senhor eram perseguidos, por exemplo, Pedro: as pessoas o mandavam ficar quieto; e ele dizia, “Eu não posso deixar de falar daquilo que tenho visto e ouvido.” (Atos 4:20)               
Prendiam os discípulos, e eles eram soltos pelos anjos (...) ou rezavam nas prisões e os grilhões se estouravam, ou, confessavam a fé dando testemunho de fidelidade a Cristo. 
Toda essa perseguição veio; mas, é uma alegria! Porque eu estou passando isso por causa do meu Senhor; eu passei tudo aquilo por causa de Jesus! 

São João da Cruz dizia: “Amor se paga com amor”. Se Cristo deu a vida por mim, pregando a verdade, por que não darei eu a vida por Ele, pregando a verdade!? Já que Efésios 5:11 vai dizer “Não tenhais cumplicidade com as obras infrutíferas das trevas; pelo contrário, condenai-as abertamente.” O Porta dos Fundos é uma obra das trevas e deve ser condenada abertamente, por todo aquele que ama Jesus e quer reparar o seu Santo nome.        

     
 





4. O seu ministério sempre foi perseguido, por combater e denunciar o pecado, e também por levar a devoção e consagração a Santíssima Virgem Maria. Conte-nos como surgiu o amor Mariano e a missão de propagar sua devoção.

Eu começo dizendo a frase de dois santos, primeiramente João Paulo II: que disse ter percebido na vida dele que “Não é Maria que nos leva a Cristo, é Cristo que nos leva à Maria”; isso é totalmente interessante porque é o que João recebeu de Jesus aos pés da cruz (João 19:27).     

E uma outra santa (Margarida Maria Alacoque), Jesus disse uma coisa linda a ela: “Eu confiei-te ao coração da minha mãe, para que ela te forme segundo os meus desígnios”. Eu creio que foi Jesus quem me deu para a Virgem Santíssima, e claro, todo aquele que é propagador de Nossa Senhora ele deixa o inferno enfurecido, porque a devoção à Nossa Senhora sempre foi tida na Igreja como certeza de salvação: já vai dizer Santo Afonso Maria de Ligório “Quem é devoto de Maria, pode estar tão certo do paraíso, como se nele já estivesse”. Vai dizer também São Boaventura “Aquele que é assinalado pela devoção a Virgem Maria, seu nome será assinalado no Livro da Vida”.   
São Luís Maria Grignion de Montfort diz que, os Marianos são os mais perseguidos pelo demônio. A perseguição vem por parte de Satanás e por parte de pessoas até dentro da Igreja, que acabam não gostando do nosso trabalho... Por que? Porque quando nós levamos a devoção a Nossa Senhora, nós estamos colocando as pessoas mais próximas do céu. São Luís vai dizer que se você já estiver com um pé dentro do inferno e rezar o rosário, Nossa Senhora vai te conseguir a salvação.        

Satanás não quer que a devoção a Nossa Senhora seja propagada. Ele não quer seja falado do amor da Virgem Santíssima. Então, é por isso que ele levanta as perseguições. Mas a nossa confiança também está na Mãe de Deus que nos ampara (...) um dia Santa Bernadette estava rezando na gruta, o demônio apareceu, e, Nossa Senhora só olhou com cara feia pro demônio e ele foi embora. Portanto, temos que confiar na Imaculada: quando São Maximiliano Kolbe estava com problemas, ele dizia, “acaso não sabeis que sois da Imaculada?”. Nós somos dela, e, ela nos protegerá como seus filhos prediletos.                

5.  Além da novidade do aplicativo, soubemos que você estava escrevendo um livro sobre sua vida pessoal (testemunho biográfico). Você pode falar sobre isso? Existe alguma previsão de lançamento pra esse livro?

Quando eu comecei a escrever, sofri uma retaliação muito grande e tinha convicção de que passaria por um transtorno na minha vida pessoal; sabia que Satanás iria se levantar muito; cheguei a capotar o carro...          
Eu Possuo uma limitação muito grande para escrever, mas em nome de Jesus, o livro está saindo! As pessoas perguntam muito (em todos os estados por onde viajo), querem saber se vai sair ou não!               

Mas além desse meu primeiro livro eu já estou com alguns outros projetos em mente, quero escrever outras coisas... Tô abrindo uma editora... Traduzindo algumas obras do inglês, que é novidade, e, creio que o público brasileiro vai gostar muito. São obras que vão fazer um bem enorme para a nossa Igreja do Brasil... Estamos vendo com uma editora, para lançarmos esses livros e “arrebentar a boca do balão!”.              

Peço orações para que esses projetos dêem certo (será uma grande alegria pra mim); eu tenho certeza que, quando lançados, esses livros contribuirão para que muitas pessoas amem a Cristo.

E em nome de Jesus, eu lançarei o meu primeiro livro ainda esse ano!

6. Você vive integralmente para a missão, faz viagens ministrando a Palavra pelo Brasil e pelo mundo, mas em São Paulo, existe uma comunidade fixa onde você se sente em casa? Um grupo de oração que te acolhe (...) existe um grupo de oração que você participa?

Graças a Deus as portas do evangelho estão abertas: eu prego todos os finais de semana! Neste ano eu só fiquei em minha casa dois finais de semana. Estou gastando a vida pelo Evangelho; pregando também durante a semana.          
Durante seis anos da minha vida eu tive uma comunidade (Escravos de Maria do Santíssimo Rosário), fui muito feliz com ela, mas justamente por causa da minha agenda lotada, chegamos a um discernimento que eu precisava me dedicar mais a este apostolado de evangelização fora. A Comunidade teve suas atividades encerradas, porém, permanece a amizade com os membros (o Rafael que me deu o aplicativo era membro da Comunidade).

Hoje eu participo do Grupo de Oração – Alegrai-vos no Senhor, todas as quartas-feiras (um grupo da Renovação Carismática Católica), e se as pessoas quiserem conhecer um pouco mais do nosso trabalho é só acessar o site www.alegraivosnosenhor.com.br. Lá tem um pouco da história do grupo e às quartas-feiras ele é transmitido ao vivo pela internet; sendo que tem diversas pregações minhas no canal do youtube feitas nesse grupo. 
Já alcançamos mais de um milhão de views (visualizações) de acessos e mais de trezentos mil views dos vídeos. Esse nosso grupo de oração é um grupo que evangeliza na paróquia, no bairro, e pelo mundo através da comunicação na internet.           

Enfim, como disse Bento XVI “a internet não é apenas um espaço a ser ocupado, e os responsáveis pelos processos de comunicação devem promover uma cultura de respeito pela dignidade e o valor da pessoa humana”.         
Mais uma vez nós vemos a importância da evangelização através da comunicação digital.

    
  

7. Deixe um recado aos leitores que acompanham essa entrevista contigo aqui no blog Fugindo da Serpente, e, sobretudo, aos que admiram o seu trabalho de evangelizador.

É com muita alegria que eu concedo essa entrevista ao Fugindo da Serpente, peço que as pessoas rezem por esse projeto, por esse apostolado, para que o Fugindo da Serpente de fato seja uma voz profética dentro da Igreja, estou muito feliz por poder falar a este blog, creio que não será a primeira e única entrevista, teremos outras, e quero dizer aos amigos que me acompanham: sou muito grato a amizade de vocês, pelas orações, pela companhia por meio da internet, espero que esse aplicativo (Anderson Reis) seja uma maneira de unirmo-nos na fé, para poder propagar o Reino de Deus ― essa é a intenção número um: que a vontade de Deus aconteça por meio do Santo Evangelho, usando esses meios de comunicação.

E que os nossos amigos possam amar cada dia mais o nosso Senhor Jesus Cristo; ter uma vida Eucarística; freqüentar os sacramentos; se expor a Palavra de Deus; adorar a Jesus nos sacrários; ter uma vida de doação e amor aos necessitados; que possam ler a Bíblia Sagrada; ter uma filial devoção a Virgem Maria; e cada vez mais esquecer do pecado, das coisas do mundo que prejudicam a nossa alma, e ter em mente que nós aqui estamos como peregrinos, que o que devemos fazer é lutar para conquistar a vida eterna.        

Que a Virgem Maria abençoe a vida de cada um de sobremaneira, e que ela coloque cada um dentro do seu Imaculado Coração, para que possamos encerrar essa vida na terra livres do pecado e termos a morada eterna no céu aonde poderemos adorar a Trindade Santa por toda a eternidade; esse é o meu desejo, para mim, e, para cada um de vocês. 

Um forte abraço para cada um. Salve Maria Imaculada!                

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RAIO-X DO FUGITIVO

• Virgem Maria:            
A razão da minha esperança.     
              
• Eleições 2014:               
Sou antipetista e desejo um governo para o bem comum (...) que as pessoas possam ser tementes a Deus, porque um homem que governa, deve ser governado primeiro por Deus.  

• Alguém que eu admiro como pessoa:         
Minha mãe! Por ser a responsável pela minha conversão; uma mulher lutadora!          
               
• Um Santo que me inspira santidade:           
Santo Padre Pio de Pietrelcina. 

• Algo que eu ainda não fiz como Cristão:     
Nossa, é difícil enumerar! São muitas coisas!    
Mas o desejo que eu tenho é o de fazer uma peregrinação na Terra Santa.   
   

• Aplicativo Anderson Reis:    
Uma maneira de evangelizar, com as ferramentas atuais que temos.  
               
• Anderson Reis X Anderson Reis (quem ele é?)         
Um homem feliz. Realizado na sua vocação. Que teve a graça de conhecer a Jesus Cristo e que tem o desejo profundo (no coração) de fazê-lo amado...    
Uma pessoa com virtudes, qualidades, e defeitos, que procura a cada dia melhorar para ser melhor a Deus e aos irmãos.
     



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O Fugindo da Serpente agradece a disponibilidade e atenção para com o nosso trabalho de evangelização, e deseja-lhe um feliz aniversário, pedindo ao Senhor que o seu grito profético não se cale, mas aumente a cada novo dia, de modo que no dia glorioso, tu venhas ser reconhecido por aquele a quem tanto se dedicou aqui nesta terra... feliz aniversário, Deus te abençoe. Paz!  #TamoJunto




Por: Fledson Soares

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ASSISTA A DENÚNCIA AO PORTA DOS FUNDOS:





CONHEÇA A LOJA VIRTUAL DE ANDERSON REIS:
www.livroscatolicos.net 

domingo, 10 de agosto de 2014

Por que Deus pede um casamento para sempre e com a mesma pessoa?


Quando se perde a noção de Deus, dissolve-se a concepção do amor

Existem ensinamentos de Jesus que provocam desconforto, porque seriam limitadores da liberdade e do desejo de construir a felicidade. “Não lestes que o Criador, no começo, fez o homem e a mulher e disse: Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne?” (Mateus 19,4-6).
Esta frase pronunciada com autoridade por Jesus, contradizendo também a lei mosaica, suscitou debates, divisões, cismas no interior da Igreja. E também dor por parte de muitos que, tendo fracassado no próprio casamento, buscaram refazer-se na vida afetiva e hoje se sentem excluídos ou rejeitados pela Igreja porque não podem comungar.
Trata-se de um dos ensinamentos que não é facilmente compreendido. Como pode Deus reivindicar que uma união conjugal seja para sempre, se nós somos vulneráveis, tão inclinados ao mal, frágeis, sentimo-nos frequentemente incapazes de ser fiéis aos nossos compromissos perenes? Pode existir uma união para sempre? E se errarmos?
Por outro lado, muitos defendem a possibilidade de dissolver omatrimônio levando em consideração o fato de que o amor seria inconstante, ou que não exista um afeto que possa ser duradouro por causa da contingência do homem. Por que Deus pede união matrimonial para sempre e com apenas uma pessoa? Talvez não nos conheça, ou não sabe do que somos feitos?

A defesa da indissolubilidade está na argumentação da sua negação. Deus sabe do que somos feitos e por isso acredita em nós. Ele conhece perfeitamente tudo o que somos capazes, nós, porém, por causa do nosso pecado, pouco a pouco nos esquecemos. Somos pecadores, Ele sabe muito bem, mas somos também seres redentores, e esta redenção é o que permite fazer de nós novas criaturas. Somos feitos para o amor, que não é somente uma possibilidade humana, mas também um dever metafísico. Quem não ama perdeu a sua humanidade e o sentido daquilo que é.
Para acreditar na indissolubilidade matrimonial é necessário acreditar na fidelidade, e para acreditar na fidelidade é necessário acreditar no amor. Mas para acreditar no amor é fundamental acreditar em Deus. Não se pode acreditar no amor verdadeiro se não acreditarmos em Deus.

Para que o amor seja eterno e perene depende do fato de acreditar que existe um Deus que é amor. Isso porque as definições “para sempre” (caráter infinito), “desde sempre” (eternidade), perfeição e transcendência, são ligadas ao Criador. Quando se perde a noção de Deus, dissolve-se a concepção do amor.
Ninguém crê tanto no amor humano como Deus, que sabendo como somos, permitiu nos dar sempre através de todas as gerações a oportunidade de aprender Dele que é o nosso melhor Mestre. E nos propõe um modelo de trindade terrena na qual a experiência amorosa possa ser vivida nesta vida.
Negar Deus é negar a eternidade, e com isso sucumbe a ressurreição e seremos condenados ao nada.

Se deixarmos o amor como puro mecanismo fisiológico, estaremos expondo-o à sensibilidade da pele que quer sempre dar prazer a si mesma. Somente quando compreendemos que Deus existe, que “é amor” e que nos amou com amor eterno, podemos viver a experiência da doação, do “sim” para sempre sem medo de errar. Mas sobretudo sem deixar aquele “sim” à mercê dos instintos viscerais que pedem cada dia mais como uma enorme serpente que devora a si mesma pela cauda.
O amor humano está ligado a Deus. A incredulidade, o ateísmo, são a morte do “amor para sempre”; e se não existe este amor para sempre, estamos condenados a viver desejando o que não é possível. Aquilo que nos espera é a ausência de sentido.

Fonte: Aleteia

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Por que o Brasil é Católico?

Não sei se você sabia, mas quando o Brasil foi descoberto por Pedro Álvares Cabral, em 1500, estavam com ele 17 sacerdotes; e logo no dia da Páscoa celebraram a primeira Missa no Brasil, e Pedro Álvares deu-nos o nome de Terra de Vera (Verdadeira) Cruz; depois chamou de Terra de Santa Cruz e, infelizmente, posteriormente, trocaram por Brasil, o nome de uma madeira abundante.
As caravelas do Rei Dom Manuel, o Venturoso, sempre iam para as Índias da África, com sacerdotes franciscanos, jesuítas, diocesanos e outros. Os índios assistiram a Primeira Missa, celebrada por Frei Henrique de Coimbra. Sem entenderem bem, os índios se olhavam, apontavam para a grande Cruz, e apontavam para o céu. Algo divino.
Estive em Santarém, onde Cabral foi sepultado, para agradecer a Deus por tudo que já narrei. E fiquei muito feliz pelo que vi em seu túmulo:
Uma enorme estátua dele, com as roupas de Capitão da Marinha portuguesa, segurando um belo Crucifixo levantado para o céu; não consegui estancar as lágrimas diante de meu amigo português que não entendeu…. Obrigado Senhor ! Obrigado pelo Rei católico, obrigado pelo Capitão católico, obrigado pelos 17 padres!
Numa igreja ao lado do cemitério, pude ver a relíquia do milagre eucarístico de Santarém. Emocionante narrativa. Meus olhos umedeceram de novo… Quantas graças em tão pouco tempo.

Um professor de História da Universidade de Coimbra ofereceu-me um jantar e contou-me algo emocionante:
Em 1642,um grande rei católico, Dom João IV, coroou Nossa Senhora Imaculada como Rainha e Padroeira de Portugal, e deu-lhe a sua Coroa. E a Rainha fez o mesmo. Daí para frente os reis e Rainhas de Portugal não colocaram mais uma coroa na cabeça.
Fiquei com uma santa inveja de Portugal, e no meu coração agradeci a Deus por ser descendente deles. Naquela noite eu entendi porque Nossa Senhora havia escolhido Portugal para aparecer em 1917 e salvar a Europa da Primeira Guerra e do comunismo ateu que matou cem milhões de pessoas. Entendi porque no dia Dela (13/05/1981) ela salvou o Papa João Paulo da morte. Entendi tudo. Os reis de Portugal, tal qual o rei Davi, consagraram seu reino, seu país e seu povo a Deus. Que bom se nossos Presidentes fizessem o mesmo!
O Brasil se formou católico porque Portugal católico nunca permitiu, com a proteção de Nossa Senhora, que países com outras religiões nos dominassem.
Por isso o Brasil, Terra de Santa Cruz, é católico. E Nossa Senhora aqui apareceu, em Aparecida, para confirmar tudo isso. Aleluia!

Fonte: História da Igreja | Bíblica Católica News

domingo, 13 de julho de 2014

3. #FugitivoEntrevista - Aline Brasil




















A esposa (de Fábio Brasil), mãe (Malu e Pedro), filha, cantora e serva, Aline Brasil, é a entrevistada da vez, na série de entrevistas feitas com as referências católicas que o Senhor tem levantado para nossa geração. No fugitivo entrevista, Aline que já foi professora de música na rede pública por dez anos, conta-nos como tem sido a entrega de tempo integral ao ministério musical de evangelização ao qual Deus a confiou. A cantora fala ainda sobre a relação familiar, a parceria desempenhada ao lado de amigos de ministério (Fátima Souza e Tony Allysson); sobre planos e projetos, e abre um pouco do seu cotidiano aos leitores do Fugindo... você que curte, acompanha, torce, retuíta e compartilha o trabalho de Aline Brasil nas redes sociais precisa continuar lendo essa entrevista, concedida a nós, pela cantora.

Segue lendo... 


  
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1. Aline, embora a sua interação com o chamado musical tenha iniciado muito cedo (estudando música a partir dos cinco anos, e aos dez já tocando em casamentos), você só veio dizer um “sim” verdadeiro ao Senhor e deixar com que ele usasse os seus dons para a glória d’Ele plenamente; após o casamento, numa fase mais madura. Como foi esse início?  Houve algum empecilho ou desconforto por parte de familiares, por você escolher viver a novidade de vida, e, portanto usar os dons apenas para honrar a Deus?  
             

A minha experiência com o Senhor começou a partir do sacramento do matrimônio: depois que a minha filha nasceu, eu comecei a freqüentar o grupo de oração, fui batizada com o Espírito Santo, e passei a servir a Deus tocando teclado. Algum tempo depois comecei a cantar e compor também. Meu marido iniciou a caminhada junto comigo, e, nunca tive oposição ou dificuldade da parte dele.        

Quem não compreendeu muito foi o meu pai, que apesar de ser bom, amoroso, e tudo o mais (ainda hoje é uma pessoa não convertida); durante algum tempo me perseguiu, me criticou... Mas, hoje, as coisas estão mais calmas: afinal, já se passaram 14 anos!       
 

2. O mover de Deus foi direcionando o seu chamado ministerial e confirmando que Ele ansiava por vê-la cantando sua Palavra: em 2010 foi lançado seu primeiro CD profissional (Em nome de Jesus), e algum tempo depois, em junho de 2013, Te encontro em mim era o título do segundo fruto desse bonito ministério confiado a você.             

O que os admiradores do seu trabalho de evangelização podem esperar... Já existe algum projeto musical sendo gerado em seu coração, para ser lançado nos próximos anos? O que pode dizer para nós?             

Sim, já tenho o sonho de lançar um próximo CD no ano que vem (2015).   
E quero lançar também um DVD onde eu possa estar registrando o meu louvor e adoração juntamente com o clamor e oração do povo de Deus. Eu tenho vontade de fazer muita coisa pra Deus!
              













3. A internet, se usada com sabedoria, é uma poderosa ferramenta de evangelização que pode alcançar os mais diferentes tipos de classes e credos de todo o mundo. A série de vídeos Kerigma, apresentada por você no canal do youtube, traz o breve anúncio de temas que (antes tratados apenas na igreja) saltam da plataforma do púlpito dos grupos de oração, para alcançar vidas através da rede social. Como surgiu a motivação de gravar os vídeos? E como tem sido a repercussão desse trabalho evangelizador? 
    
       
A minha postura particular diante da internet foi de sempre buscar conteúdos cristãos, para minha formação e crescimento espiritual. Entretanto, observo que muitas pessoas ficam na internet a procura de coisas que são carnais, que não são inspirações do Espírito.
Recebemos em minha fanpage muitas mensagens desesperadas de pessoas que ficam na internet procurando por conteúdos que não convém; de pessoas que não conseguem se desvencilhar desses vícios virtuais.  
        
       
A série Kerigma nasceu desse desejo de colocar mais conteúdos de formação para o povo católico, na web. No início, as pessoas não tinham muito interesse, por ser um conteúdo de formação, mas eu penso que isso é algo que a gente tem que ir conquistando aos poucos, é um processo (...) as pessoas preferem música, preferem clipe, mas, nós decidimos que ao invés de investir dinheiro em clipe, investiríamos em um conteúdo formador, com o anúncio do Kerigma.        

A resposta a esse trabalho tem sido muito boa, graças a Deus!       
E a série será lançada esse ano em DVD, para que possa alcançar também as pessoas que não têm o contato com a internet.    


4. Em Te encontro em mim, houve duas participações especiais: de Fátima Souza (na canção Deus é Fiel) e Tony Allysson (Filho Estou Contigo).         
Por meio das redes sociais, e dos eventos que vocês costumam participar, podemos ver que existe uma grande parceria entre você e o Tony, uma amizade que soma para melhor servir na evangelização. Conte-nos como foi o início da amizade e parceria com esses dois queridos ministros da música católica.

  
         

FÁTIMA SOUZA:     
O início da amizade com a Fátima começou ainda na época do Orkut, através de um depoimento que ela deixou pra mim: o Adriano que na época era noivo da Fátima (hoje é o esposo), ouviu meu CD, comprou, e a presenteou... ela gostou muito... me mandou um depoimento lindo pelo orkut, e, eu até me questionei “será que foi mesmo a Fátima quem me mandou esse depoimento!?”. Porque na época ela estava no MAV (Ministério Adoração e Vida), o maior ministério no Brasil de referência para nós que temos esse carisma mais pentecostal e de adoração... Eu fiquei muito impressionada com a humildade dela!        
E a partir dali nós passamos a estar mais próximas. Somos amigas até hoje e estamos sempre nos falando e nos abençoando.           

A Fátima é uma pessoa que eu admiro demais: principalmente pelo propósito de santidade de vida que ela vive.


TONY ALLYSSON:    
A amizade com o Tony começou bem lá no início do ministério dele, através de amigos, (a própria Fátima me falou e elogiou muito o trabalho dele). Ele vinha aqui na região pra poder ministrar na Canção Nova de Campos (RJ), e em alguns grupos de oração, e então logo a gente se aproximou. O engraçado é que, antes mesmo de a gente se conhecer, as pessoas já falavam muito que eu era o Tony de saias e ele era a Aline de calças; uma unidade que já acontecia no coração do povo. De modo que muitos ainda perguntam se somos irmãos, por causa de parecermos muito na forma de ministrar.  Eu e o Tony somos muito amigos, graças a Deus!     


 



5. Aline como é o trabalho de evangelização fora dos palcos: existe uma comunidade ou grupo de oração específico onde você serve e se abastece?
  
   

Eu freqüentei uma mesma comunidade paroquial durante doze anos, Igreja Imaculada Conceição de Italva – RJ, e a Renovação Carismática Católica  do Noroeste Fluminense.          
Em 2013 me mudei para Campos dos Goytacazes (um outro regional), e aqui em Campos eu freqüento um grupo de oração da Comunidade Canção Nova,  mas, até o momento ainda não estou numa paróquia fixa, porque além de me mudar de cidade, esse ano (2014) eu me mudei de endereço; ainda estou me estabilizando (...) Continuo devolvendo o dízimo na minha paróquia inicial (Imaculada Conceição), ainda não assumi o dízimo na paróquia de Campos.          

Continuo ligada a RCC do Noroeste Fluminense: meu coordenador, a pessoa que me lidera na Renovação, é o Leandro Rabello (ele foi o primeiro coordenador que tive, lá no início. Hoje em dia, ele reassumiu a coordenação novamente), uma pessoa que também é responsável pelo meu ministério; por hoje eu estar na evangelização através da música.        


6. No intervalo entre uma missão e outra, o que mais gosta de fazer? No que dedica seu tempo de descanso? Considera-se uma boa dona de casa? (risos)
   

Bom, mulher casada, e com filho nunca tem tempo de descanso, né?! (risos)         
Então o tempo que não estou em missão, sou dedicada completamente aos meus filhos, ao meu marido e a minha casa. Eu tenho uma pessoa que me ajuda a organizar a minha casa, uma pessoa que o Senhor mandou pra me ajudar, e creio que sim, sou uma boa dona de casa! Dentro do possível, eu faço um esforço pra poder atender de maneira cristã o meu marido, os meus filhos e a minha casa. Minha família é a minha prioridade.              
Por isso, sempre, eu coloco a minha agenda nas mãos do Espírito Santo, pra que ele possa governar e fazer de maneira que a minha família não seja prejudicada em hipótese nenhuma.
Fora isso, o que eu mais gosto de fazer é ler; gosto muito de compor; tocar (...)
Tô sempre lendo alguma coisa, cantando, compondo... Cuido de um jardim que tenho aqui... Não costumo sair muito pra shopping, cinema; isso é muito raro. (risos)  
 

7. Gostaria de deixar alguma mensagem pra galera fugitiva que acompanha esse bate-papo aqui no blog?
               
       
A mensagem que eu deixo pra galera do blog, é que vocês sempre sejam cheios do Espírito Santo. Porque o Espírito Santo é aquele que nos santifica e tudo o que nós precisamos é ser santos, cada dia mais santos na presença do nosso Deus!          

Resistir ao pecado até o fim, e uma hora ele, o diabo, e todas as suas artimanhas fugirá de nós. Que Deus abençoe todos vocês! 
                           


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• SE EU NÃO FOSSE CANTORA EU SERIA...
Professora de música (que eu já sou). (risos)
      

• UMA MÚSICA:  
   
       
Abraço de Pai – Walmir Alencar

• UM MINISTÉRIO QUE ME INSPIRA:    
São muitos... Mas, o Dunga (PHN): pela força, pela coragem, pela dedicação e pelo testemunho de família.    

• AMIGO:          
É um anjo que o Senhor envia para curar as feridas que o mundo nos faz.         
Muitas vezes, os amigos do mundo são aqueles que machucam, traem e decepcionam. Os amigos pela fé são aqueles que nasceram para nos curar.  
         
               
• FAMÍLIA:        
Um sonho de Deus.      

• LIVRO:             
O Banquete do Cordeiro – Scott Hahn 

• SONHO:          
Santidade: conversão da minha família, da humanidade.           

• UMA VIAGEM QUE AINDA NÃO FIZ...              
Muitas. Nunca viajei para o exterior (com os filhos pequenos, nunca quis deixá-los para passar muito tempo fora). Uma viagem... Jerusalém!    
               

• FRASE              
“Preciso ser o oposto do que o mundo é.”
    

• ALINE BRASIL X ALINE BRASIL (QUEM ELA É?)               
Serva de Deus.


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Por: Fledson Soares  

    
   
                

quinta-feira, 3 de julho de 2014

“Nunca rezo pelo futebol”, declara Carlo Ancelotti, treinador do Real Madri.

A Copa do Mundo do Brasil enche as primeiras páginas dos jornais e os noticiários de rádios e televisões com os rostos das grandes estrelas do futebol.

O salário astronômico dos jogadores, o mundo do esporte e as massas fervorosas de torcedores podem dar ao futebol o princípio de uma nova religião pagã, com seus ídolos, mitos e rituais.

Deus, todavia, está presente entre as “estrelas do futebol”, como demonstra o exemplo de Carlo Ancelotti, treinador do Real Madri, fiel devoto de Dom Bosco e Padre Pio. Ele tem contato direto com muitas estrelas, que agora estão jogando no Brasil, na Copa do Mundo. 

Reflexivo, metódico, simples e católico, assim é Carlo Ancelotti, nascido em Reggiolo, em 10 de junho de 1959. Ele, a pessoa capaz de pacificar o vestiário do Real Madri depois do abandono, no último verão, de José Mourinho. Além disso, trouxe para o time a grande taça do futebol europeu, vencendo a décima Champions League, no último mês de maio.

O fato de Carlo ter atingido aquilo que muitos queriam, não é o caso.

Em Parma, Turim, Milão, Paris, Londres e agora em Madri, tem grandes jogadores que estão disputando atualmente o Mundial no Brasil, como estrelas do próprio time nacional.

Ancelotti é uma pessoa de caráter leve, nunca precisou confundir o temperamento tranquilo com a forte disciplina que exige nos treinos. Onde foi forjado este caráter agradável com cada jogador que treina?

A influência dos salesianos…

Carlo se formou em vários colégios salesianos no norte da Itália. Pode parecer que Ancelotti tenha tido uma vida cômoda, já que jogou no grande Milan de Arrigo Sacchi dos anos oitenta, onde fez história junto a Van Basten, Gullit, Rijkaard e outros, vencendo copas europeias e uma infinidade de títulos de todo tipo.

A coisa certa, porém, é que Ancelotti quis trabalhar, desde muito jovem, para ajudar seu pai José a levar dinheiro para casa em Reggiolo, uma pequena localidade de dez mil habitantes, próxima a Modena, com escassos recursos industriais.

A família Ancelotti sempre se dedicou ao trabalho no campo, e Carlo quis unir o trabalho com seu pai e os estudos nos salesianos, sempre no ramo industrial, obtendo em Roma o título de perito eletrônico. 

Seu pai lhe dizia que ninguém podia assegurar que se tornaria um jogador de primeiro nível e por isso era importante que estudasse nos salesianos. Se não chegasse ao topo um dia, teria que herdar o trabalho paterno nos campos de Reggiolo. 

O exemplo de Padre Pio

Dom Bosco foi um ponto de referência importante para o atual treinador do Real Madri, mas ele também venera outro grande santo: Padre Pio.

Ancelotti não fala muito deste fato, mas não passa despercebido que, toda vez que inicia um jogo, ele pega dentro do casaco um santinho de Padre Pio e beija-o duas vezes.

Mas ele diz que não o considera um amuleto. “Me fascina a vida de Padre Pio, na Itália alimentamos uma grande devoção por ele, fez muitos milagres e me comovo com sua vida”, disse Carlo.

Quando um jogador insiste em saber o motivo pelo qual leva consigo o santinho e por que o beija duas vezes antes das partidas, ele responde: “Nunca rezo pelo futebol. Deus tem coisas melhores e mais importantes para fazer. O nosso é um jogo, e depende de nós; se treinamos bem, tudo andará como previsto. Deixemos que Deus se ocupe de outras coisas. Eu creio Nele e rezo todos os dias, mas para as coisas ao meu redor, não para o futebol”.

A fé que se recebe e se transmite

A fé de Ancelotti lhe foi passada dentro de casa, em Reggiolo, junto aos seus pais, que desde pequeno transmitiram suas convicções cristãs. Ele fez o mesmo com seus dois filhos: Katia, a quem acompanhou até o altar há pouco tempo, e Davide.

Mesmo se sua vida matrimonial não tenha sido particularmente fácil, nem exemplar, Ancelotti não optou pela via fácil de distanciar-se de Deus e culpar a Igreja. Buscou assim, viver a fé católica com toda a coerência possível.

Ancelotti adora a sua vida em Madri. Não quis viver em uma região luxuosa na periferia da capital espanhola, como havia recomendado o clube. Mas se estabeleceu perto do parque do Retiro, onde é possível encontrá-lo muitas vezes passeando a pé, assim como nas proximidades da paróquia San Manuel y San Benito, onde vai e frequenta tentando passar desapercebido.

Para além das fraquezas humanas das estrelas, Deus e o futebol são um binômio mais que possível.

Fonte: Aleteia

domingo, 29 de junho de 2014

A história de um evangélico batista que encontrou a plenitude da fé no catolicismo.

No dia seguinte à quarta-feira de cinzas de 2012, eu liguei para a minha mãe do meu dormitório no Seminário Teológico Batista do Sul e contei a ela que estava pensando em me tornar católico.
 
"Você não vai se tornar católico, você só sabe que não é batista", disse ela.     
 
"Não, mãe, eu acho que não é só isso".      
 
Pausa. "Ah, meu Deus", ela suspirou.         
 
Eu comecei a chorar.
 
Não tenho como enfatizar o suficiente o quanto eu odiava a simples ideia de algum dia virar católico. Fui reticente até o último instante. Poucos dias antes de abandonar a Igreja batista, eu cheguei a enviar um sermão para um concurso; estava decorando o Salmo 119 para me convencer da “sola scriptura”; marcava reuniões com professores para ouvir os melhores argumentos contrários ao catolicismo; lia livros protestantes sobre o catolicismo, de propósito, em vez de livros de autores católicos. 
 
Além disso, eu sabia que ia perder o subsídio para moradia e teria que devolver o valor da bolsa se abandonasse o seminário, sem falar da decepção para a minha família, amigos e para a dedicada comunidade da igreja.       
 
Mas quando eu tentava estudar, desabava na cama. Tudo o que eu queria era gritar com o livro: "Quem disse?".           
 
Eu tinha vivido uma grande mudança de paradigma na minha maneira de pensar sobre a fé. E a questão da autoridade apostólica surgia mais forte do que nunca.       
 
Mas vamos voltar alguns anos no tempo.   
 
Eu cresci num lar protestante evangélico. Meu pai se tornou pastor quando eu estava na quarta série. Durante o ensino médio, eu me apaixonei por Jesus Cristo e pelo seu precioso Evangelho e decidi me tornar pastor também.           
 
Foi nessa época que eu endureci a minha convicção de que a Igreja Católica Romana não seguia a Bíblia. Quando perguntei a um amigo pastor por que os católicos diziam que Maria permaneceu virgem depois do nascimento de Jesus, se a Bíblia diz claramente que Jesus teve "irmãos", ele simplesmente fez uma careta: "Porque eles não leem a Bíblia".
 
O livro “Don’t Waste Your Life” [Não desperdice a vida], de John Piper, me fez enxergar um chamamento ao trabalho missionário. Passei o verão seguinte evangelizando os católicos na Polônia.  
 
Fiquei surpreso quando visitei os meus pais, depois disso, e encontrei um livro intitulado “Born Fundamentalist, Born Again Catholic” [Nascido fundamentalista, renascido católico] em cima da mesa do meu pai. Por que o meu pai estaria lendo uma coisa dessas? Fiquei curioso e, como não tinha trazido nada para ler em casa, dei uma olhada no livro.          
 
As memórias de David Currie, que abandonou a sua formação e o seus ministérios evangélicos, foram desconfortáveis para mim. Sua defesa sem remorsos de doutrinas controversas sobre Maria e o papado eram chocantes; eu nunca tinha pensado seriamente que os católicos tivessem argumentos sensatos e embasados para defender essas crenças.
 
A presença do livro na mesa do meu pai foi explicada com mais detalhes alguns meses depois, quando ele me ligou e disse que estava retornando ao catolicismo da sua juventude. Minha resposta? "Mas você não pode simplesmente ser luterano ou algo assim?". Eu me senti traído, indignado e furioso. Nos meses seguintes, servi como pastor de jovens na minha igreja local e, nos tempos livres, lia sobre o porquê de o catolicismo estar errado.
 
Foi quando encontrei um artigo que falava de uma "crise de identidade evangélica". O autor pintava um retrato de jovens evangélicos crescendo num mundo pós-moderno, desejosos de encontrar as suas raízes na história e sedentos do testemunho motivador de quem permaneceu firme em Cristo durante épocas cambiantes e conturbadas. Mas, na minha experiência, a maioria das igrejas evangélicas não observava o calendário litúrgico, o credo dos Apóstolos nunca era mencionado, muitos cantos só foram escritos a partir de 1997 e, quando se contava algum relato sobre um herói da história da Igreja, invariavelmente se tratava de alguém posterior à Reforma. A maior parte da história cristã, portanto, passava em branco. 

Pela primeira vez, eu entrei em pânico. Encontrei uma cópia do catecismo católico e comecei a folheá-lo, encontrando as doutrinas mais polêmicas e rindo das tolices da Igreja católica. Indulgências? Infalibilidade papal? Esses disparates, tão obviamente errados, me tranquilizaram no meu protestantismo. A missa me soava bonita e a ideia de uma Igreja visível e unificada era atraente, mas... à custa do Evangelho? Parecia óbvio que o demônio construía uma grande organização para afastar muita gente do céu.
       
 
Sacudi a maioria das minhas dúvidas e aproveitei o restante do meu tempo me divertindo com o grupo de jovens e compartilhando a minha fé com os alunos. Qualquer dúvida, resolvi, seria tratada no seminário.          
 
Comecei as minhas aulas em janeiro, com a mesma emoção de um fanático roxo por futebol indo para a final da Copa do Mundo. As aulas eram fantásticas e eu pensei que tinha finalmente me livrado de todos aqueles problemas católicos. 
 

Mas, poucas semanas depois, mais dúvidas me assaltaram. Estávamos estudando as disciplinas espirituais, como a oração e o jejum, e eu fiquei cismado com a frequência com que o professor pulava de São Paulo para Martinho Lutero ou Jonathan Edwards ao descrever vidas admiráveis ​​de piedade. Será possível que não aconteceu nada que valesse a pena nos primeiros 1500 anos do cristianismo? Este salto na história continuaria me incomodando em muitas outras aulas e leituras propostas. A maior parte da história da Igreja anterior à Reforma era simplesmente ignorada. 
 
Eu logo descobri que tinha menos em comum com os padres da Igreja primitiva do que eu pensava. Diferentemente da maioria dos cristãos na história, a comunhão sempre tinha sido, para mim, apenas um pouco de pão e suco de uva ocasionais e o batismo só me parecia importante depois que alguém tinha sido "salvo". Esses pontos de vista não apenas contradiziam grande parte da história da Igreja, mas, cada vez mais, evocavam passagens desconfortáveis da Bíblia que eu sempre tinha desdenhado (João 6, Romanos 6, etc.).
 
Outras perguntas que eu tinha enterrado começaram a reaparecer, mais ferozes, exigindo uma resposta. De onde foi que veio a Bíblia? Por que a Bíblia não se autoproclamava "suficiente"? As respostas protestantes, que tinham me bastado no passado, já não eram satisfatórias.
 
Foi lançado nesse tempo um vídeo viral de Jefferson Bethke no YouTube, "Por que eu odeio a religião, mas amo Jesus". O jovem tinha boas intenções, mas, para mim, ele apenas validava o que o Wall Street Journal tinha chamado de "perigosa anarquia teológica dos jovens evangélicos", tentando separar Jesus da religião e perdendo muito no processo.
 
O ponto de inflexão foi a quarta-feira de cinzas. Uma igreja batista em Louisville realizou uma cerimônia matutina e muitos estudantes compareceram às aulas com as cinzas ainda na testa. Na capela, naquela tarde, um professor famoso pelo empenho apologético anticatólico expôs a beleza dessa tradição milenar. 
 
Depois disso, eu perguntei a um amigo do seminário por que a maioria dos evangélicos tinha rejeitado essa linda tradição. Ele respondeu com alguma coisa sobre fariseus e "tradições meramente humanas". 
 
Eu balancei a cabeça. "Não, eu não consigo mais".          
 
A minha resistência ao catolicismo começou a se desvanecer. Eu me sentia atraído pelos sacramentos, pelos sacramentais, pelas manifestações físicas da graça de Deus, pela Igreja una, santa, católica e apostólica. Não havia mais como negar.       
 
Foi no dia seguinte que eu liguei para a minha mãe e contei a ela que estava pensando em me tornar católico.           
 
Faltei às aulas da sexta-feira. Fui para a biblioteca do seminário e olhei os livros que eu tinha me proibido de olhar, como o catecismo e os últimos textos do papa Bento XVI. Eu me sentia como se estivesse vendo pornografia. No sábado, fui à missa das cinco da tarde. O grandioso crucifixo da igreja me fez lembrar de quando eu considerava os crucifixos um prova de que os católicos não tinham mesmo entendido a ressurreição.        

Mas desta vez eu vi o crucifixo de modo diferente e comecei a chorar. "Jesus, meu Salvador sofredor, Tu estás aqui!".
 
 
A paz tomou conta de mim até a terça-feira, quando a realidade me atropelou. Fico ou vou? Fiz vários telefonemas em pânico: "Eu literalmente não tenho ideia do que eu vou fazer amanhã de manhã".    
 
Na quarta-feira de manhã, eu acordei, abri meu laptop e digitei "77 razões pelas quais estou deixando de ser evangélico". A lista incluía coisas como a “sola scriptura”, a justificação, a autoridade, a Eucaristia, a história, a beleza e a continuidade entre o Antigo e o Novo Testamento. Os títulos e os parágrafos fluíam dos meus dedos como a fúria das águas que explodem uma represa secular.        
 


Poucas horas depois, em 29 de fevereiro de 2012, eu saí de Louisville para evitar confundir mais alguém e esperando que eu próprio não estivesse cometendo um erro.      
 
Os meses seguintes foram dolorosos. Mais do que qualquer outra coisa, eu me sentia envergonhado e na defensiva, indagando de mim mesmo como é que a minha identidade e o meu plano de carreira tinham se deixado abalar tão rapidamente. Mesmo assim, eu entrei para a Igreja no dia de Pentecostes com o apoio da minha família e comecei a procurar trabalho.
 
Muita coisa mudou desde então. Eu conheci Jackie no site CatholicMatch.com naquele mesmo junho. Casei com ela um ano depois e comemoramos o nascimento da nossa filha Evelyn em 3 de março de 2014. Vivemos agora no Estado de Indiana e eu estou feliz no meu novo trabalho. 
 
Ainda sou novato nesta jornada católica. Para todos os que ainda se questionam, eu posso dizer que o meu relacionamento com Deus só tem se aprofundado e fortalecido. Enquanto vou me envolvendo com a paróquia, me vejo muito grato pelo amor à evangelização e à Bíblia que aprendi no protestantismo.   
 
Não acho que eu tenha abandonado a minha fé anterior, mas sim que eu consegui preencher as suas lacunas. Hoje eu dou graças a Deus por ter recebido a plenitude da fé católica.

Fonte: Aleteia